07 novembro 2016

Sobre Amizade...




Fonte da Imagem: Google


Nunca fui de ter muitas amigas, e não sou do tipo de me enturmar e fazer "amizades" facilmente.
As pessoas que não me conhecem, ficam sempre com a impressão de que eu sou “armada”, mas depois de me conhecerem tratam logo de tirar esta mal impressão que têm…

Falando de Amigos…Amigos de verdade, aqueles com quem compartilho meus sonhos e medos, bem, posso contar nos dedos (melhor dizendo nos dedos de uma mão só). E quanto mais os dias se passam, vejo que cada vez mais devo me virar sozinha. Por que? As decepções tem me ensinado que certas coisas não devem ser compartilhadas,  e que alguns sentimentos e segredos devem ser guardados dentro de mim.
Mas isso não quer dizer que Eu não confio mais nas pessoas…nada disso…Confio e Muito!

Sinto saudade daquelas amigas, da cumplicidade, da intimidade, da lealdade. Ai então vem o senhor de tudo, o Tempo, e muda aquilo que julgamos nunca precisar mudar.

O tempo mudou tanta coisa na minha vida, e a convivência com pessoas queridas foi uma delas.

Com a vida de casada e mãe, foi-me apercebendo que quanto mais 'adultos' ficamos, mais compromissos e obrigações temos, e quanto mais compromissos, menos tempo. E com essa falta de tempo, comecei a organizar e dar prioridades aos assuntos, e tive que reconhecer que cultivar as minhas amizades antigas como eu gostaria, exigia uma boa parte do meu tempo livre, e com a falta de esforço de um lado ou do outro, passou-se semanas, meses e até anos sem ver pessoas muito especiais. 

Muitas vezes eu me esforçava para manter o contato, mas percebia que as outras partes não faziam o mesmo esforço e muitas vezes desmarcavam os raros encontros que marcávamos.
Foi difícil para mim, mas aprendi que assim como eu fiz uma lista de prioridades, aquelas amigas que eu gostava tanto poderiam também ter feito as suas, e que eu não estaria necessariamente nelas.

Fazemos novas amizades, construímos amigos para levar para toda Vida, mas ai vem a vida nos mostrar o quanto somos imperfeitos... E acabamos decepcionando quem menos queríamos decepcionar, ou nos afastando sem querer porque foi isso que o destino tinha reservado, ou simplesmente por consequência de nossas escolhas.

Sem querer perdemos amigos por erros impensados. Eles podem nos perdoar, mas tem total direito de seguir em frente sem excluir aquele passado. 

Doeu perceber isto, mas foi uma grande libertação também.

Admitindo isto, pude entender um pouco além e ver que amizades são feitas de ciclos. 

Uma amizade pode durar a vida toda ou simplesmente um único momento. Depende do quanto você se doou para o outro e se houve reciprocidade nisso. 
A distância, os interesses, a fase da vida da pessoa, tudo isto altera e muito a condição para que possamos cultivar o vínculo. Afinal, como pode uma mulher casada e com 2 filhos pequenos por exemplo, continuar a sair todo sábado sozinha com aquela amiga-louca e aventureira? Não é compatível, não que não haja mais sintonia mas são realidades opostas e isto é completamente normal, porque tudo, um dia muda.

Há quem diga que laços realmente fortes nunca se rompem, mas tenho minhas dúvidas já que sei que o Tempo e a Distância tem um poder muito grande sobre a força destes laços. 

Mas sei também que amigos de verdade tem um ao outro, e nesta vida, o que importa mesmo não é o que você tem, mas quem.

Deixo ainda a reflexão de Carlos Drummond: "De sorte que viver é perder amigos, porque eles não se somam, e as novas aquisições anulam as anteriores."

XOXO

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